Um homem ao ser desafiado a caminhar, organiza seu corpo, meio que cambaleando se põe sobre os seus dois pés, aos poucos vai ganhando forças, conquistando seu território... Assim ele vai se erguendo... Começa a confiar em si próprio, esquece-se de que antes era pequeno, frágil e suscetível a queda...
Este homem caminha, mas agora o caminhar já não mais o satisfaz, ele agora concentra todas as suas forças a correr... E corre... Como um predador... Mais que isso... Como aquele que perde todos os seus sentidos... Tudo que ele pensa, e quando pensa, é na adrenalina que sente naquele exato momento, uma corrida desenfreada sem ao menos um alvo a alcançar.
Estaria este homem livre? Talvez você pense que sim... Se o seu referencial de liberdade for estar livre ou “solto” de modo que o único sentido de sua vida seja correr, atrás do que ou de quem, eu não sei e provavelmente nem você saiba!
Mas voltando para aquele corredor, ele não pára, continua correndo, quando de repente pisa em um campo de areia movediça. Ela parece engoli-lo aos poucos... Suas pernas que antes louvavam-se por sua liberdade, agora sofrem pela dor da prisão... Então ele se questiona: Por que corria tanto? Atrás de que mesmo? Mas não há tempo para resolver esta inquietação, este homem está em face da morte, não há tempo para ajoelhar-se, muito menos para ir a uma igreja.
No entanto ele é orgulhoso demais para pedir perdão. E quando está prestes a entregar-se de vez, abre os olhos e remete-se ao céu, não sabe como, contudo estas são as palavras que saem de sua boca: - Senhor, em todo tempo achei que estava livre. Corri em busca de coisas que hoje não mais as compreendo. Reconheço que sou pequeno e que mesmo em meio a todo este lamaçal, preciso de você.
O que segue esta história não é magia ou feitiçaria, nada que seja impossível para Deus.
Uma mão se estende e ergue aquele homem e de repente ele escuta uma voz dizendo: - Tenha calma, meu filho, sempre estive do seu lado. E a partir de hoje estás liberto, e finalmente correrás, porém não mais de um modo desenfreado como antes, correrás na direção que eu te mostrar, e quando o solo duvidoso e o medo te ameaçarem.
Lembre-se: Você não está sozinho! Eu sempre estive e estarei com você ontem, hoje e sempre até que se cumpra a promessa...